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Mal de Parkinson: tratamento pode melhorar qualidade de vida

O Mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa sutil. Quando a dopamina, um neurotransmissor responsável pela transmissão de sinais na cadeia de circuitos nervosos, se torna deficiente, toda a circuitaria de neurônios ligados aos movimentos se desequilibra. Os músculos envolvidos em uma ação, perdem a sincronia. E isso é percebido, principalmente, nas formas de rigidez, tremores e lentidão dos movimentos.

Embora as causas da doença ainda estejam envoltas em névoa, sabemos perfeitamente bem como os movimentos do corpo são afetados. Por isso, é importante investigar tremores inexplicáveis e contínuos.

Portadores do Mal de Parkinson em sua fase inicial, apresentam sintomas leves e não têm muitas dificuldades em suas tarefas cotidianas. Mas, sem tratamento, o problema vai tirando aos poucos a independência do paciente, que começa a precisar de ajuda. Em cerca de 10 ou 15 anos, a doença pode evoluir ao ponto de tornar o portador do Mal de Parkinson totalmente limitado nas tarefas do cotidiano. Além do declínio cognitivo, podem aparecer também alterações psiquiátricas e autonômicas severas (hipotensão, incontinência urinária e constipação intestinal) e psicose.

Não há cura para o Mal de Parkinson, mas os sintomas podem ser controlados com tratamentos específicos e individualizados. Isso vai determinar realmente a qualidade e a expectativa de vida dos indivíduos com Mal de Parkinson.

As medicações para tratar os sintomas do Mal de Parkinson evoluíram muito. Mas, a levodopa, criada na década de 60, ainda é a principal medicação utilizada para alívio dos sintomas. Há alguns anos, os pacientes se queixavam de incômoda intolerância gástrica com a medicação. Hoje, existem apresentações da medicação com menos efeitos adversos e melhor tolerabilidade. Essas medicações têm o propósito de repor a dopamina sinteticamente (levodopa) ou inibir as enzimas que degradam esse neurotransmissor (selegilina). Assim, atinge-se um nível ideal, reequilibrando o organismo.

Estimulação Cerebral Profunda

A Estimulação Cerebral Profunda pode ser a opção para pacientes em fase intermediária da doença, geralmente após os quatro anos iniciais. Atualmente, a Estimulação Cerebral Profunda é consagrada como padrão ouro ou melhor terapia para pacientes com quatro anos ou mais tempo de evolução da doença, contribuindo para redução dos sintomas da doença. Mesmo sendo considerada uma técnica de alta complexidade, apresenta excelentes resultados quando bem ajustada às necessidades do paciente. O procedimento é considerado de baixa agressividade, na qual é utilizada anestesia local. Um ou dois dias de internação são suficientes para a realização do procedimento.

Tecnologia em serviço da saúde

Cerca de seis milhões de pessoas no mundo sofrem com o Mal de Parkinson. Mas, as pesquisas nesta área da medicina não param. Novas abordagens estão sendo experimentadas todos os dias, na tentativa de reverter a morte de células cerebrais. O importante é estar atualizado com o assunto e procurar o melhor tratamento com um especialista atualizado. Não se renda ao Mal de Parkinson. A neurociência muito pode fazer pelas doenças do movimento.

Luiz Gustavo Peixoto (CRM 12.877)

Neurocirurgião especialista em Neurocirurgia Funcional e Dor Crônica

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